Estudos Bíblicos

Inspiração da Bíblia - O que significa dizer que a Bíblia foi inspirada por Deus?

Inspiração-divina-e-autoridade-da-Bíblia.-O-que-significa. Inspiração da Bíblia
A característica mais importante da Bíblia não é sua estrutura e sim sua forma, o fato de ter sido inspirada por Deus. Não se deve interpretar de modo errôneo a declaração da própria Bíblia a favor dessa inspiração. Quando falamos de inspiração, não se trata de inspiração poética, mas de autoridade DIVINA. A Bíblia é singular, ela foi literalmente “soprada por Deus”.

O que iremos ver neste artigo

  • Definição da inspiração da Bíblia
  • Descrição Bíblica de Inspiração
  • Evidências da inspiração da Bíblia​
  • As características dos Escritos inspirados
  • A reivindicação da inspiração da Bíblia do Antigo Testamento
  • A reivindicação da Bíblia quanto à sua inspiração
  • A reivindicação da inspiração da Bíblia do Antigo Testamento
  • A reivindicação da inspiração da Bíblia do Novo Testamento​
  • Apoio à reivindicação Bíblica da inspiração
  • Evidência e testemunho da Inspiração da Bíblia
  • Evidência, Testemunho e influência da Bíblia​
  • Indestrutibilidade da Bíblia
  • Definição teológica da inspiração da Bíblia
  • Causalidade Divina
  • Mediação profética
  • Autoridade escrita
  • Algumas distinções importantes
  • Inspiração dos originais, não das cópias
  • Conclusão sobre a Inspiração da Bíblia

 

Definição da inspiração da Bíblia

Embora a palavra inspiração seja usada apenas uma vez no Novo Testamento (2Tm 3.16) e outra no Antigo (Jó 32.8), isso não significa que Deus não tenha inspirado a Bíblia, que é a Sua Palavra. Temos o exemplo do termo Trindade que não é citado nenhuma vez nas Escrituras, mas o fato é que existe a Trindade, pois este termo define as Três Pessoas Divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.

A inspiração da Bíblia é o processo pelo qual Deus transmite sua mensagem autorizada ao homem e é apresentado de muitas maneiras. Portanto Deus inspirou seus profetas, seus escolhidos para compilar os seus escritos.

 

Descrição Bíblica de Inspiração

Assim escreveu Paulo a Timóteo: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16). Em outras palavras, o texto sagrado do Antigo Testamento foi “soprado por Deus” (gr., theopneustos) e, por isso, dotado da autoridade divina para o pensamento e para a vida do crente. Ou seja, o Senhor em Sua soberania expressou na Sua Palavra tudo que a humanidade deveria e precisaria saber. Pela revelação, Deus falou aos profetas de muitas maneiras (Hb 1.1): mediante anjos, visões, sonhos, voz e milagres.

Inspiração é a forma pela qual Deus falou aos homens mediante os profetas. Mais um sinal de que as palavras dos profetas não partiam deles próprios mas de Deus é o fato deles sondarem seus próprios escritos a fim de verificar “qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo havia de vir, e sobre as glórias que os seguiriam” (1Pe 1.11). 

Fazendo uma combinação das passagens que ensinam sobre a inspiração divina, descobrimos que a Bíblia é inspirada no seguinte sentido: homens movidos pelo Espírito, escreveram palavras sopradas por Deus, as quais são a fonte de autoridade para a fé e para a prática cristã.

Evidências da inspiração da Bíblia

Os cristãos têm sido desafiados, ao longo dos séculos, a apresentar as razões em defesa de sua fé (1Pe 3.15). Visto que as Escrituras se firmam nos alicerces da fé em Cristo, repousou sobre os ombros dos apologistas cristãos a tarefa de apresentar evidências da inspiração divina da Bíblia. Reivindicar que a Bíblia é inspirada por Deus é uma coisa, mas comprovar essa reivindicação é coisa bem diferente. Antes de examinarmos as evidências que dão apoio à doutrina da inspiração da Bíblia, vamos resumir com precisão o que afirma a doutrina da inspiração.

Explicação Bíblica da inspiração: a palavra inspiração significa “soprado por Deus”. É o processo mediante o qual as Escrituras, a saber, os escritos sagrados, foram revestidos de autoridade divina no que concerne à doutrina e à prática (2Tm 3.16,17). Esse revestimento divino foi dado aos escritos, não aos escritores.

No entanto, estes foram movidos pelo Espírito para escreverem suas mensagens vindas de Deus. Por uso, a inspiração, quando vista como processo total, é fenômeno sobrenatural ocorrido quando escritores movidos pelo Espírito registraram para escreverem suas mensagens sopradas por Deus. Existem três elementos nesse processo total de inspiração: a causa divina, a mediação profética e a resultante autoridade de que se reveste o documento.

Primeiro elemento da inspiração da Bíblia é a sua causa: Deus, que a origina. Deus é a Força Primordial que moveu profetas e apóstolos a escrever. A motivação primária por trás dos escritos inspirados é o desejo de Deus de comunicar-se com o ser humano.

Segundo fator é a mediação humana. A Palavra de Deus nos veio por meio de homens de Deus. Deus faz uso da pessoa humana como instrumento para transmitir sua mensagem.

Terceiro, a mensagem profética escrita foi revestida de autoridade divina. As palavras dos profetas são a Palavra de Deus.

As características dos Escritos inspirados

A primeira característica da inspiração fica implícita no fato de que se trata de escrito inspirado, ou seja, é inspiração verbal. As próprias palavras dos profetas foram dadas por Deus mesmo não ditadas, mas pelo emprego do vocabulário e do estilo dos próprios profetas, dirigidos pelo Espírito. A inspiração da Bíblia afirma ainda ser plena (total, completa).

Nenhum trecho das Escrituras foge ao alcance da inspiração divina. Além disso, a inspiração da Bíblia implica a inerrância dos ensinos dos documentos originais (chamados autógrafos). Tudo quanto Deus proferiu é verdadeiro e isento de erro, e a Bíblia é tida como anunciação de Deus. Por fim, a inspiração resulta na autoridade divina de que se revestem as Escrituras. O ensino da Bíblia se impõe ao crente no que tange à sua fé e prática.

 

A reivindicação da Bíblia quanto à sua inspiração

A inspiração da Bíblia não é algo que meramente os cristãos atribuam à Bíblia; é reivindicação que a própria Bíblia faz a respeito de si mesma. Há praticamente centenas de referências no texto da Bíblia que afirmam sua origem divina.

 

A reivindicação da inspiração da Bíblia do Antigo Testamento

O Antigo Testamento afirma ser um documento com mensagem profética. A expressão muito comum “assim diz o SENHOR” enche suas páginas. Os falsos profetas e suas obras foram excluídos da casa do Senhor. As profecias que comprovadamente provinham de Deus foram preservadas em lugar especial, sagrado.

Uma das diferenças entre as profecias que provinham de Deus e as que não eram do Eterno: as profecias que eram inspiradas por Deus cumpria-se exatamente como o profeta de Deus havia dito, mas as profecias dos falsos profetas não se cumpriam de maneira alguma

A reivindicação da inspiração da Bíblia do Novo Testamento

Os escritos apostólicos ousadamente aludidos da mesma forma autorizada por que se caracterizava o Antigo Testamento como Palavra de Deus. Eram chamados “Escrituras”, “profecia”. Cada livro do Novo Testamento contém reivindicação de autoridade divina.

A igreja do período neotestamentário fazia circular as cartas, evangelhos e livros que eram considerados inspirados por Deus, para que fossem lidos, colecionados e mencionava os livros do Novo Testamento, ao lado das Escrituras inspiradas do Antigo Testamento. Os discípulos da era apostólica e os que de imediato lhe sucederam reconheciam a origem divina dos escritos do Novo Testamento, ao lado da autoridade do Antigo Testamento.

Apoio à reivindicação Bíblica da inspiração

Os defensores da fé cristã têm reagido a esse desafio de maneiras variadas. Alguns transformaram o cristianismo num sistema racional, e outros somente supersticioso. Mas o certo é que a Palavra de Deus é a nossa ÚNICA regra de fé e prática.

Quanto a evidência interna da inspiração da Bíblia, há duas espécies de evidências que se devem levar em conta no que diz respeito à inspiração da Bíblia. Evidência que brota da própria Bíblia (chamada evidência interna), e a que surge de fora da Bíblia (conhecida como evidência externa), a arqueologia.

 A evidência da autoridade de auto confirmação, há quem afirme que a Bíblia fala com autoridade própria, cheia de convicção, à semelhança do rugido de um leão. O Senhor Jesus enchia as multidões de grande admiração, porque “os ensinava como tendo autoridade” (Mc 1:22), e de modo semelhante, a expressão “assim diz o Senhor”, encontrada nas Escrituras, fala por si mesma.

Quando uma voz falou a Jó, saída de um redemoinho, ficou bem evidente para o patriarca ser a voz do Senhor (Jó 38). As palavras das Escrituras não precisam ser defendidas, precisam apenas ser ouvidas, para que se saiba que são a Palavra de Deus. O modo mais convincente de demonstrar a autoridade de um leão é soltá-lo.

De modo semelhante, a inspiração da Bíblia não precisa ser defendida, antes, os ensinos da Bíblia precisam apenas ser explanados. Afirma-se que Deus pode falar mais eficazmente quando fala por si mesmo. A Bíblia pode defender sua própria autoridade, desde que sua voz se faça ouvir.

Intimamente relacionado com a evidência da autoridade das Escrituras, que se demonstra por si mesma, temos o testemunho do Espírito Santo. A Palavra de Deus confirma-se perante os filhos de Deus pelo Espírito de Deus.

 

Evidência e testemunho da Inspiração da Bíblia

O testemunho íntimo de Deus no coração do crente, à medida que este vai lendo a Bíblia, fica evidente a origem divina da Bíblia. O Espírito Santo não só dá testemunho ao crente de que Jesus é o filho de Deus (Rm 8.16), mas também afirma que a Bíblia é a Palavra de Deus (2Pe 1.20,21).  A evidência da capacidade transformadora da Bíblia é outra evidência denominada “interna” é a capacidade da Bíblia de converter o incrédulo e de edificá-lo na fé cristã. Assim diz Hebreus: “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes…” (4.12). Milhares e milhares têm experimentado esse poder, viciados em drogas têm sido curados pela Palavra, delinquentes têm sido transformados, o ódio tem cedido lugar ao amor, tudo isso pela leitura da Palavra de Deus (1Pe 2.2). Os entristecidos recebem conforto os pecadores são repreendidos, os negligentes são exortados pelas Escrituras, a palavra de Deus tem o poder, o dinamismo transformador de Deus. A evidência de que Deus atribuiu sua autoridade à Bíblia está em seu poder evangelístico e edificador.  A evidência da unidade da Bíblia é uma evidência mais formal da inspiração da Bíblia e está em sua unidade. Sendo constituída de 66 livros escritos ao longo de mais ou menos 1.500 anos, por cerca de quarenta autores, em hebraico, aramaico e grego, com centenas de tópicos, é muito mais que mero acidente que a Bíblia apresente espantosa unidade temática Cristocêntricas.

Evidência, Testemunho e influência da Bíblia

O problema do pecado e a solução que é Jesus Cristo o Salvador, unificam as páginas da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse.

 A evidência do testemunho de Cristo é a evidência relacionada à historicidade dos documentos bíblicos. Visto que o Novo Testamento é documentado como livro histórico e esses mesmos documentos históricos nos fornecem o ensino de Cristo a respeito da inspiração da Bíblia, resta-nos apenas presumir a veracidade de Cristo, para convencer-nos firmemente da inspiração da Bíblia.

Se cremos que Jesus Cristo possui alguma autoridade ou integridade como mestre religioso, podemos concluir que a Bíblia é inspirada por Deus. O Senhor Jesus ensinou que a Bíblia é a Palavra de Deus. 

 Outros livros reivindicam inspiração da Bíblia, mas nenhum outro livro contém predições do futuro como as profecias. O resultado é que a Bíblia conta com um argumento muito forte a favor de sua autoridade divina, são suas profecias, que sempre se cumprem.

 A evidência da influência da Bíblia é que Nenhum outro livro tem sido tão largamente disseminado, nem exercido tão forte influência sobre o curso dos acontecimentos mundiais do que a Bíblia. As Escrituras Sagradas têm sido traduzidas em mais línguas, têm sido impressas em maior número de exemplares, têm influenciado mais o pensamento, inspirado mais as artes e motivado mais as descobertas do que qualquer outro livro.

A Bíblia foi traduzida para quase todas as línguas conhecidas nos dias de hoje, abrangendo mais de 90% da população do mundo. Suas tiragens somam alguns bilhões de exemplares. A Bíblia é o maior best-sellers da história da humanidade. A influência da Bíblia e de seu ensino sobre o mundo ocidental está bem à mostra para todos quantos estudam a história. O papel de forte influência desempenhado pelo Ocidente sobre o desenrolar dos acontecimentos mundiais fica igualmente evidente.

Indestrutibilidade da Bíblia

As Escrituras têm influenciado mais a civilização mundial que qualquer outro livro ou combinação de livros do mundo. Na verdade, nenhuma outra obra religiosa ou de fundo moral no mundo excede a profundidade moral contida no princípio do amor cristão. Nenhuma apresenta conceito espiritual mais majestoso sobre Deus do que o conceito que a Bíblia oferece. A Bíblia apresenta ao homem os mais elevados ideais que já pautaram a civilização.

 A evidência da manifesta indestrutibilidade da Bíblia é que, a despeito (ou talvez por conta) de sua tremenda importância, a Bíblia tem sofrido muito mais ataques perversos do que seria de esperar, em se tratando de um livro. No entanto, a Bíblia tem resistido a todos os ataques e a todos os seus atacantes. Diocleciano tentou exterminá-la (303 d.C), no entanto, a Bíblia é hoje o livro mais impresso e mais divulgado do mundo.

Definição teológica da inspiração da Bíblia

Na única vez em que o Novo Testamento usa a palavra inspiração (2º Timóteo 3:16), ela se aplica aos escritos, não aos escritores. Ou seja, a inspiração ao autor é para que ele escrevesse aquilo que Deus desejasse, assim instruindo o Seu povo. O adequado, então, é dizer que: o produto é inspirado os produtores não.

Os autores escreveram e falaram sobre muitas coisas, por exemplo, quando se referiram a assuntos mundanos, pertinentes a esta vida, os quais não foram divinamente inspirados.

Todavia, visto que o Espírito Santo, conforme ensina Pedro, tomou posse dos homens que produziram os escritos inspirados, podemos, por extensão, referir-nos à inspiração da Bíblia em sentido mais amplo. Tal sentido mais amplo inclui o processo total por que alguns homens, movidos pelo Espírito Santo, anunciaram e escreveram palavras emanadas da boca do Senhor e, por isso mesmo, palavras dotadas da autoridade divina. É um processo total de inspiração que contém os três elementos essenciais: a causalidade divina, a mediação profética e a autoridade escrita.

 

Causalidade Divina

Deus é a Fonte Primordial da inspiração da Bíblia, o elemento divino que estimulou o elemento humano. Primeiro Deus falou aos profetas e, em seguida, aos homens, mediante esses profetas. Deus revelou-lhes verdades da fé, e esses homens de Deus as registraram. O primeiro fator fundamental da doutrina da inspiração da Bíblia, e o mais importante, é que Deus é a fonte principal e a causa primeira da verdade Bíblica.

Mediação profética

Os profetas que escreveram as Escrituras não eram autômatos, mas eram algo mais que meros secretários preparados para anotar o que se lhes ditava. Escreveram segundo a intenção total do coração, segundo a consciência que os movia no exercício normal de sua tarefa, com seus estilos literários e seus vocabulários individuais. As personalidades dos profetas não foram violentadas por uma intrusão sobrenatural.

A Bíblia que eles produziram é a Palavra de Deus, mas também é a palavra do homem. Deus usou personalidades humanas para comunicar proposições divinas. Os profetas foram a causa imediata dos textos escritos, mas Deus foi a causa principal.

 

Autoridade escrita

O produto final da autoridade divina em operação por meio dos profetas como intermediários de Deus é a autoridade escrita de que se reveste a Bíblia. A Escritura “é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”. A Bíblia é a primeira e última palavra no que concerne a assuntos doutrinários e éticos. Todas as controvérsias teológicas e morais devem ser trazidas ao tribunal da Palavra escrita de Deus.

As Escrituras receberam sua autoridade do próprio Deus, que falou mediante os profetas. No entanto, são os escritos proféticos e não os escritores desses textos sagrados que possuem e retêm a resultante autoridade divina. Todos os profetas morreram, os escritos proféticos prosseguem e estão vivos até os dias de hoje. Em suma, a definição adequada de inspiração precisa ter três fatores fundamentais: Deus, o Causador original, os homens de Deus, que serviram de instrumentos, e a autoridade escrita, ou Sagradas Escrituras, que é a Bíblia o produto final.

Algumas distinções importantes

A inspiração da Bíblia em contraste com a revelação e a iluminação. Há dois conceitos inter-relacionados que nos ajudam a esclarecer, pela contraposição, o que significa inspiração. São eles a revelação e a iluminação.

Revelação diz respeito à exposição da verdade. Ou seja, a exposição está feita pelo próprio Deus.

Iluminação é a devida compreensão dessa verdade descoberta. Ou seja, nós somos iluminados a compreender a vontade de Deus expressa nas Escrituras Sagradas. 

No entanto, a inspiração da Bíblia não consiste nem em uma, nem em outra. A revelação prende-se à origem da verdade e à sua transmissão, a inspiração relaciona-se com a recepção e o registro da verdade. A revelação é o fato da comunicação divina; a inspiração da Bíblia é o meio, a iluminação, o dom de compreender essa comunicação.

Inspiração dos originais, não das cópias

A inspiração da Bíblia e a consequente autoridade da Bíblia não se estendem automaticamente a todas as cópias e traduções da Bíblia. Só os manuscritos originais, conhecidos por autógrafos, foram inspirados por Deus. Os erros e as mudanças efetuados nas cópias e nas traduções não podem ser atribuídos à inspiração original. Portanto, uma tradução ou cópia só é autorizada à medida que reproduz com exatidão os autógrafos.

Por ora basta observar que o grandioso conteúdo doutrinário e histórico da Bíblia tem sido transmitido de geração a geração, ao longo da história, sem mudanças nem perdas substanciais. As cópias e as traduções da Bíblia, encontradas no século XXI, não detêm a inspiração original, mas contêm uma inspiração derivada, uma vez que são cópias fiéis dos autógrafos. De uma perspectiva técnica, só os autógrafos são inspirados; todavia, para fins práticos, a Bíblia nas línguas de nossa época, por ser transmissão exata dos originais, é a Palavra de Deus inspirada.

Portanto, para todos os efeitos de doutrina e de dever, a Bíblia como a temos hoje é representação suficiente da Palavra de Deus, cheia de autoridade.

Conclusão sobre a Inspiração da Bíblia

A Bíblia é um livro incomum. Compõe-se de dois testamentos formados de 66 livros, os quais declaram ou comprovam a inspiração divina. Com inspiração queremos dizer que os manuscritos originais da Bíblia nos foram concedidos pela inspiração de Deus e, exatamente por isso, detêm a absoluta autoridade de Deus, para formar o pensamento e a vida cristã. Isso significa que tudo quanto a Bíblia ensina constitui tribunal de apelação infalível.

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PASTOR E PROFESSOR VALMIR​ OLIVEIRA

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