O que é Teologia? Entenda o Significado de Teologia

Teologia é o estudo constante, sistemático e organizado sobre Deus e suas naturezas (Trindade), Sua essência, Seus atributos, a Sua existência e também a Sua relação com a humanidade. Estudamos os sistemas de crenças religiosas judaico – cristã.

 Neste estudo aprenderemos mais sobre o que é Teologia, o seu significado e sua importância para aqueles que desejam saber mais sobre Deus e a Sua Palavra.

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O que iremos ver neste artigo

  • O que é Teologia?
  • O que significa Teologia?
  • História da Teologia?
  • Principais Tipos de Teologia
  • Teologia Bíblica
  • Teologia Exegética
  • Teologia Sistemática
  • Ortodoxia Teológica
  • Reforma Teologica
  • Teologias das Religiões
  • Teologia Cristã Protestante Evangélica
  • Teologia Católica Romana
  • Teologia Católica Ortodoxa
  • Teologia do Islamismo e o Alcorão
  • Reforma Teológica
  • Teologia Luterana
  • Teologia Calvinista
  • Teologia Arminiana
  • Teologias Contraditórias
  • Teologia Liberal
  • Teologia da Libertação
  • Teologia da Prosperidade
  • Teologia da confissão positiva ou Saúde perfeita
  • Teologia e Religião
  • Teologia e Psicologia
  • Teologia e Ciência
  • Teologia e Ética
  • Teologia e Sociologia
  • Teologia da Missão Integral
  • Conclusão do Teologia

O que significa Teologia?

O termo Teologia (Theologia) tem origem de duas palavras gregas, theôs (θεóς)  que significa “deus”, e lôgos (λóγος) que significa ‘“palavra’’ ou, “estudo”. A ligação dessas duas palavras sugere o significado de: Estudo da existência de Deus ou, o estudo de TUDO que é relacionado ao Deus criador.

Teologia na definição Léxica (Dicionário grego) diz: “O estudo da religião ou, pesquisa crítica da religião.  Mas essa Palavra é muito mais ampla do que somente “estudo das coisas divinas’’. A Palavra Teologia é: O estudo de Deus, de Sua natureza, Sua existência, Seus planos e ações revelados a nós, assim como a Sua relação com o mundo e com o homem.

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Introdução a Teologia

Nós, seres humanos, somos limitados quanto algumas questões teológicas principalmente quando se trata sobre a pessoa de Deus.

Não podemos explicar Deus, como diz o Ap. Paulo em Romanos 11:33-36. 

Mas podemos estudar com base em tudo que nos foi revelado através das Escrituras Sagradas, “que é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, repreender, corrigir e para instruir em justiça” 2 Timóteo 3:16. E assim aprenderemos mais sobre Deus e passaremos a conhecê-Lo.

Não podemos encontrar a palavra “Teologia’’ na Bíblia, assim como, por exemplo, Lúcifer e Trindade. Mas sabemos que a palavra “teologia’’, assim como quase todos os outros termos religiosos, nasceram da filosofia grega. Segundo a história da Filosofia, este termo foi atribuído por Platão em sua obra chamada “República’’ em um discurso sobre “a existência e a natureza do divino’’.

Inicialmente esse conceito era utilizado para discutir, explicar, conhecer e compreender sobre as coisas divinas através da razão. A filosofia surge na religião com a tentativa de racionalizar e criticar os princípios religiosos e os “deuses mitológicos’’ que foram criados pelos próprios homens.

Normalmente os “deuses’’ inventados e esculpidos pelos homens eram criados à imagem e semelhança do próprio homem. Esses “deuses’’, tinham a liberdade de ser e fazer o que eles desejassem, como por exemplo, roubar, matar, adulterar e outros pecados como a avareza, a luxúria, a gula, a preguiça etc. Assim, o próprio homem tinha uma justificativa para também fazer o que desejassem fazer, mas sem o sentimento de culpa.

História da Teologia

A História da teologia se inicia na Grécia antiga, quando Platão começa a filosofar com pensamentos a respeito de “deus” usando o termo “theós”. O termo “teologia” estava essencialmente ligada com as religiões místicas e mitológicas na Grécia antiga. Platão também iniciou seus pensamentos a respeito de “deus” usando o termo “theós”. Aristóteles  fez o uso de “théos” para lançar suas filosofias a respeito da religião. Mas foram os cristãos primitivos que se utilizaram do termo “Theós” para defender o Único “Theós” que poderia existir.

Não podemos encontrar a palavra “Teologia’’ na Bíblia, assim como, por exemplo, Lúcifer e Trindade. Mas sabemos que a palavra “teologia’’, assim como quase todos os outros termos religiosos, nasceram da filosofia grega. Segundo a história da Filosofia, este termo foi atribuído por Platão em sua obra chamada “República’’ em um discurso sobre “a existência e a natureza do divino’’.

Inicialmente esse conceito era utilizado para discutir, explicar, conhecer e compreender sobre as coisas divinas através da razão. A filosofia surge na religião com a tentativa de racionalizar e criticar os princípios religiosos e os “deuses mitológicos’’ que foram criados pelos próprios homens.

Normalmente os “deuses’’ inventados e esculpidos pelos homens eram criados à imagem e semelhança do próprio homem. Esses “deuses’’, tinham a liberdade de ser e fazer o que eles desejassem, como por exemplo, roubar, matar, adulterar e outros pecados como a avareza, a luxúria, a gula, a preguiça etc. Assim, o próprio homem tinha uma justificativa para também fazer o que desejassem fazer, mas sem o sentimento de culpa.

Para os cristãos, “theós” não se refere a qualquer crença em divindades, mas especificamente esta palavra está relacionada ao Deus da Bíblia, o único Deus criador de tudo e de todos, e quanto ao termo “logos” trata-se de Jesus Cristo, o verbo encarnado.

Precisamos frisar o quão importante é para o cristianismo, como todo estudo teológico é, pois este colabora para o desenvolvimento saudável e sustentável da Igreja, e contribui para que tenhamos um alicerce com bases sólidas na Palavra de Deus.  

Teologia é o estudo organizado e constante de Deus. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas”. Romanos 11:36

Principais Tipos de Teologia

Teologia Bíblica

A Teologia Bíblica é aquele exercício no qual se faz uma tentativa de se determinar as afirmações de fé através das Escrituras Sagradas de forma sistemática. Esta definição reconhece a Bíblia como um livro de fé. Ela registra o significado redentor da relação de Deus com o homem.

O termo “sistemática” de forma alguma sugere que as categorias da Teologia Sistemática devem dirigir este exercício. Pelo contrário, indica que a tarefa da Teologia Bíblica é expressar as afirmações de fé dos escritores bíblicos individual e coletivamente, de acordo com os padrões de expressão discerníveis na própria Bíblia. Além disso, é feito um esforço para apresentar não somente uma declaração ordenada, mas espera-se também uma descrição unificada da fé da Bíblia.

Teologia Bíblica estuda como a bíblia foi feita, estuda cada livro separadamente, estuda como as Escrituras Sagradas foram compostas, a sua veracidade, a sua inspiração divina e de como Ela chegou até nós nos dias de hoje.

Teologia Exegética

Significado da palavra exegese:

  • Descobrir o verdadeiro significado das Escrituras;
  • Análise minuciosa de um texto Bíblico;
  • Interpretar e explorar o texto estudado para extrair dele o seu significado;
  • Explicar a ideia central de um determinado texto com as suas próprias palavras;
  • Um conjunto de metodologia que usamos para interpretar e explicar a Bíblia.

Exegese é o estudo semântico das palavras do texto.

Exemplo: João 3:16

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Para analisar este versículo nós precisamos ver como ele foi escrito na língua original.

  • Quem escreveu?
  • Em que época foi escrito?
  • Para quem foi escrito?
  • Por que escreveu?
  • Qual é a contextualização política cultural e social da época?

Desta maneira podemos entender o que o autor do livro quis nos dizer realmente.

Teologia sistemática

O principal significado de “Teologia Sistemática” é: “O estudo organizado, metódico e explicativo das Doutrinas Sagradas”. Em outras palavras, a preocupação da Teologia Sistemática é apresentar uma visão dos principais ensinamentos das Escrituras Sagradas de maneira organizada.

Os pontos mais importantes abordados pela Teologia Sistemática são: O Ser de Deus, Cristologia, Doutrina da Salvação e a Escatologia Bíblica.

A exemplo do “Ser de Deus”, a Teologia Sistemática estuda tudo que é preciso saber sobre o Deus Triuno, o Seu ser, os Seus atributos, os Seus mandamentos e as Suas ordenanças para o homem.

Veremos com mais detalhes um princípio de estudo sistemático sobre a “Doutrina da Salvação”:

  • No Pentateuco;
  • Nos Livros Históricos;
  • Nos Profetas;
  • Nos Livros Poéticos;
  • No Novo Testamento.

Outro exemplo é na doutrina escatológica:

  • Como podemos entender a escatologia bíblica?
  • Qual é a escatologia no Pentateuco?
  • Qual é a escatologia nos Livros Históricos?
  • Qual é a escatologia dos Profetas?
  • Qual é a escatologia na Teologia do Antigo Testamento?

É muito importante entendermos a escatologia no período Inter bíblico para depois estudarmos a escatologia no Novo Testamento.

Assim, poderemos compreender o que Jesus e os apóstolos disseram sobre as coisas dos últimos dias, para que assim, a nossa compreensão seja melhor sobre a escatologia.

Teologia ortodoxa

A ortodoxia teológica é a maneira pela qual expressamos o pensamento teológico baseado nas Escrituras Sagradas. A ortodoxia está fundamentada nos ensinos de Jesus Cristo que nos foi transmitido por seus apóstolos e, por sua vez, os discípulos dos apóstolos.

A palavra Ortodoxia pode ser dividida em duas partes: “orto e doxa”.

Orto= Certo, direito, reto

Doxa= Doutrina, opinião

E a junção delas pode ser entendida como: Doutrina Certa

Os principais valores da Ortodoxia Teológica são:

  • A Bíblia como única regra de fé e prática;
  • A confissão em Deus Pai, Filho e Espírito Santo;
  • Doutrina dos Apóstolos;
  • Comunhão com os irmãos na fé;
  • Apologética;

A Ortodoxia Teológica é contra as seguintes teologias:

  • Teologia da prosperidade;
  • Teologia da saúde perfeita;
  • Teologia do determinismo;
  • Teologia da Confissão Positiva;

Essas e outras linhas que possuem ensinos sem um apoio bíblico, são consideradas como “Heterodoxia”, que é o oposto de ortodoxia.

Você precisa ler esses artigos

Teologia das Religiões

Teologia Cristã Protestante Evangélica

A teologia Cristã Protestante Evangélica nasceu a partir da reforma protestante, refutando os falsos ensinos propagado pela igreja Católica Apostólica Romana, sobre as pessoas de Deus Pai, de Deus Filho e Deus Espírito Santo, sobre seus atributos e suas santas doutrinas.

A teologia reformada trouxe luz aos verdadeiros ensinos das Escrituras Sagradas sistematizando as doutrinas deste Deus e Seus Atributos, como também Deus se relaciona com o homem. Esses conceitos que haviam sido deturpados pelo “cristianismo romano” foram restabelecidos, passaram a ser um conceito de prática dentro da teologia Cristã Protestante Evangélica a partir do século XVI até os dias de hoje.

Teologia Católica Romana

A teologia Católica Apostólica Romana, são baseados em ensinos sobre Santos (homens e mulheres piedosos que tiveram uma vida exemplar e que depois de mortos fazem milagres), divindade de Maria, tradição religiosa e os decretos originados pelos Papas chamadas bulas papais.

O princípio da Teologia Católica Apostólica Romana está na adoração de “santos” e na adoração de Maria como intermediadora entre os homens e Jesus e este por sua vez entre Maria e o Pai.

Os Católicos acreditam que o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, mas eles não dão ênfase a doutrina do Espírito Santo.

Na Bíblia católica contém 66 livros canônicos e mais 7 livros e 4 textos que foram acrescentados posteriormente e são considerados como apócrifos. São livros que não estavam no cânon original instituídos pelos pais da igreja.

A “Salvação”, na visão Católica Romana, está atrelada em ser batizado em sua igreja, prioritariamente na infância, mas pode ser como adulto também. Acredita também em fazer boas obras, cumprir seus ritos e seus sacramentos como casar na igreja Católica.  Para ser salvo, seguindo os princípios católico romano, não basta você crer em Jesus, você precisa ser fiel a igreja Católica e precisa ser um devoto praticante da religião.

Teologia-Católica-Ortodoxa-PNG-300x286 Teologia

A base teológica da Igreja Católica Romana é uma “bula papal”, que são os decretos que o Papa proclama. Esses escritos são considerados pelos Católicos de maior ou de mesma autoridade que as Escrituras Sagradas.

Também acreditam nas tradições que foram surgindo dentro do Catolicismo, essas tradições também são consideradas tão importantes quanto a Bíblia Sagrada.

Teologia Católica Ortodoxa

As teologias da Igreja Católica Ortodoxa também são baseadas em ensinos de Santos, da divindade de Maria e principalmente ensinamentos originados pelos Papas de suas épocas.

A Igreja Católica Ortodoxa Grega é formada pelos pais apostólicos na Ásia Menor (Grécia). As igrejas Grega e Romana eram irmãs e compartilhavam das mesmas ideias. Com o passar do tempo surgiram os pais apostólicos, os “Papas”, na Igreja Ortodoxa e na Igreja Romana o líder era o Bispo de Roma, essas duas igrejas eram unidas.  Mas com o passar do tempo houve uma cisma, uma separação, algumas divergências pelo poder e assim surgiu a briga entre elas. Após a separação das duas, a igreja de Roma se torna extremamente grande e influenciadora do ocidente (Europa Ocidental).

Depois da separação da igreja de Roma, a Igreja Católica Ortodoxa continua com as suas funções principais (atividades religiosas, administração, concílios, sínodos, organização). Ela permanece em seu lugar de origem na Ásia Menor (Grécia), influenciando o leste da Europa (Rússia, Croácia, Hungria, Letônia, Lituânia, República Tcheca e Romênia), promovendo o seu crescimento e desenvolvimento.

A Igreja Católica Ortodoxa possui os mesmos conceitos teológicos da sua irmã do ocidente, a Igreja Católica Romana. Uma das poucas diferenças estão na liturgia da missa e sobre o líder supremo das suas organizações, os ocidentais creem e reverenciam o Papa, o Bispo de Roma, e os ortodoxos têm o seu próprio Papa de Alexandria.

Teologia do Islamismo e o Alcorão

A teologia no Islamismo é baseada no Alcorão, que nasceu 300 anos depois de Cristo através de Maomé, que fundou a religião mulçumana após receber uma “mensagem divina de Allah” de que ele deveria escrever o Alcorão.

Ele utiliza o Antigo Testamento Judaico e o Novo Testamento Cristão para escrever o Alcorão e passa a utilizar os ritos semelhantes ao judaísmo.

Maomé entende que Jesus Cristo não é o Filho de Deus encarnado, mas acredita que Ele é tão somente um profeta, assim como qualquer profeta do Antigo Testamento.

Dentro da Religião Islâmica existem alguns grupos que interpretam o alcorão de formas diferentes, são eles os “Sumitas e Xiitas”.

Reforma Teológica

Teólogos-reformadores Teologia

A reforma teológica surgiu em um período onde haviam muitas controversas teológicas, as crendices populares influenciavam o culto a Deus e o clero estava corrompido. A grosso modo a igreja ensinava que a salvação estava atrelada as boas obras. Por sua vez os reformadores ensinavam que a salvação era por meio da fé no Senhor Jesus.

Na história da Igreja, houveram homens que romperam com as igrejas de suas épocas, pois as mesmas estavam pregando falsos ensinos a seus fiéis. Esses homens foram responsáveis por anunciar ao povo um retorno aos verdadeiros princípios das Escrituras Sagradas.

Homens como John Wycliffe (1330-1384), Jan Hus (1369-1415), Martim Lutero (1483-1546), Ulrico Zuínglio (1484-1531), William Tyndale (1494-1536), João Calvino (1509-1564), John Knox  (1513 – 1572)  trouxeram as verdades das Escrituras que estavam sendo esquecidas pelas igrejas de suas épocas. Um dos principais responsáveis da Teologia reformada foi Martinho Lutero, onde apontou erros teológicos na igreja Católica Romana.

Jonh Huss profetizou em sua morte sobre a vinda de Martinho Lutero dizendo: “Podem matar o ganso (Jan Hus), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne (Martinho Lutero) que não poderão queimar”.

O foco da Teologia reformada é a própria teologia. No conhecimento do Único Deus Triuno.  

Manuais da confissão reformada

  • A Confissão Gaulesa – Escrita em 1559
  • A Confissão Escocesa - Escrita em 1560 A Confissão Belga
  • O Catecismo de Heidelberg – Em 1563
  • Os Cânones de Dort - Em 1618
  • A Confissão e catecismo de Westminster – Em 1647

Teologia Luterana

Depois mais de um século da profecia de Hus, nasce Martinho Lutero. Ele nasceu em 10 de novembro de 1483 em uma pequena cidade da Alemanha, filho de camponeses pobre. Ele recebeu este nome pelo fato de ter sido batizado no dia de São Martinho.

Os pais de Lutero, mesmo sendo pobres, lutavam por ele e todos os seus outros irmãos e, em sua mocidade, seus pais vendo que Lutero se esforçava nos estudos, o enviou para universidade.

Aos 18 anos de idade, Lutero entrou na Universidade de Erfurt e recebeu seu bacharel em Artes em 1502 e seu Mestrado em Artes em 1505. Seguindo o desejo de seu pai, ele se preparou para a carreira de Direito. Contudo dois eventos mudaram o curso da sua vida.

O primeiro que o deixou abalado foi a morte prematura de seu amigo. E o segundo em 02/06/1505 ele foi pego em uma violenta tempestade com raios e trovões perto de Erfurt, e ficou tão amedrontado que caiu no chão e gritou: “Santa Ana, me ajude e me tornarei monge!”. Ana era a padroeira dos mineiros e das pessoas em perigo nas tempestades com raios e trovões.

Martinho Lutero após estes eventos se une ao monastério Agostiniano em Erfurt, para o desgosto de seu pai que havia sonhado com um filho Advogado. 

Devoto aos estudos, logo se deparou com uma Bíblia em latim na Biblioteca no monastério onde estudava, a partir deste momento se lançou nas Escrituras Sagradas onde nunca mais parou. Não muito tempo depois foi ordenado a padre. Seus olhos logo se abriram para a corrupção que existia na Igreja Católica Romana.

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixa nas portas da Igreja do Castelo de Eitengerg as 95 teses, onde ele defende a volta para as Escrituras Sagradas e suas sãs doutrinas, contrariando os ensinos da igreja vigente na época.

5 pontos da teologia Luterana

  • 1 - Soli Deo Gloria (Glória somente a Deus)
  • 2 - Sola Fide (Somente a Fé)
  • 3 - Sola Gratia (Somente a Graça)
  • 4 - Sola Christus (Somente Cristo)
  • 5 - Sola Scriptura (Somente as Escrituras)

Teologia Calvinista

João Calvino nasceu em 10 de julho de 1509 em Noyon, França. Era filho dos religiosos Gérard Cauvin e de Jeanne Lefranc. Quando tinha seis anos de idade sua mãe faleceu.

Uma vez que sua família era cristã praticante, Calvino recebeu uma educação religiosa. Estudou Humanidades, Literatura, Teologia e Latim na Universidade de Paris. Calvino decide estudar Direito no interior da França, adquirindo conhecimentos sobre direitos e deveres do estado e do povo. Mais tarde, este conhecimento seria primordial para o desenvolvimento de suas ideias, que ficaram conhecidas como “Calvinismo”.

João Calvino foi um humanista, teólogo, pastor, pregador, professor e escritor francês, uma das figuras que mais se destacou no período da Reforma Protestante.

Em 1533, Calvino converteu-se ao protestantismo e por isso, durante a Inquisição foi perseguido por disseminar seus ideais e acaba por se refugiar na Suíça em 1536. Alcançou inúmeros seguidores em Genebra, cidade que ficou conhecida pelo grande número de refugiados que recebia.

Ali, destacou-se não somente em teologia, mas também na educação e na saúde. Além da Suíça outros países foram influenciados pelo Calvinismo: Inglaterra, Escócia, Países Baixos, França, Estados Unidos e África do Sul.

O Protestantismo disseminado pelo cristão João Calvino ficou conhecido por Calvinismo. Embora tenha se inspirado nas ideias de Lutero, o calvinismo desenvolveu sua própria teologia.

A Reforma Protestante, como o próprio nome indica, foi uma das transformações religiosas ocorrida na Europa durante o século XVI, caracterizado como um movimento de grandes mudanças no cristianismo.

5 pontos do calvinismo

Os cinco pontos conhecido como os “cinco pontos do calvinismo”, não foram desenvolvidos pelo reformador João Calvino e, sim foi influenciado pelos ensinos do reformador, mas de fato foram extraídos dos Cânones de Dort e resumidos no acróstico TULIP (Total Depravity, Unconditional Election, Limited Atonement, Irresistible Grace e Perseverance of the Saints.

1. Total Depravity - Depravação Total

O homem nasce com o pecado original, herança de Adão e Eva. Na condição de pecador, o homem está destinado ao inferno, ou seja, o homem só pode ser salvo por Deus.

2. Unconditional Election - Eleição Incondicional

Não são as pessoas, pelas boas obras que alcançam a salvação e, sim Deus, que elege os homens que levará para o céu. Deus escolhe quem ele quer salvar.

3. Limited Atonement - Expiação Limitada

Deus não morreu na cruz para expiar ou salvar toda a humanidade, mas para salvar os seus escolhidos, os seus eleitos.

4. Irresistible Grace - Graça Irresistível

Quando Deus chama seus eleitos, estes por sua vez não podem negar este chamado, pois o chamado de Deus é irresistível.

5. Perseverance of the Saints - Perseverança dos Santos

Desde que o homem foi chamado e escolhido por Deus, esse homem é salvo, e assume a sua fé em Jesus Cristo para sempre. Pois o próprio Espírito Santo é o agente de preservação da fé do santo de maneira monergista.

Teologia Arminiana

Jacó Armínio, que nasceu aproximadamente em 10 de outubro de 1559 em Oudewater, Utrecht, ficou órfão enquanto ainda era jovem. Seu pai Herman (o nome Arminius representa a forma latinizada de Hermanszoon, “filho de Herman”) morreu, quando Jacó era recém-nascido ou antes mesmo dele nascer, deixando a sua mulher viúva com crianças pequenas. Sua mãe e seus irmãos foram mortos durante o massacre espanhol de Oudewater em 1575, quando Armínio estava na juventude.

O pastor Theodorus Aemilius adotou então Jacó e o pôs na escola de Utrecht. Contudo, esse pastor veio a falecer em 1574 e outro nativo de Oudewater, Rudolph Snellius, levou-o a estudar em Marburgo. Armínio retornou à Holanda e continuou seus estudos de teologia na Universidade de Leiden, onde permaneceu desde 1576 até 1582.

Jacó Armínio foi um teólogo holandes da época da reforma protestante. Trabalhou em 1603 como professor de teologia na Universidade de Leiden, e escreveu muitos livros e tratados sobre teologia; sua visão tornou-se a base do arminianismo e do movimento holandês Remonstrante.
Após a sua morte, a sua objeção ao padrão reformado, a Confissão de Fé Belga, provocou uma ampla discussão no Sínodo de Dort, resultando nos cinco pontos do calvinismo em resposta aos cinco pontos dos ensinamentos de Armínio.

5 pontos do Arminianismo

Os Cinco Artigos da Remonstrância foram proposições teológicas apresentadas em 1610 pelos seguidores de Jacó Armínio morto em 1609, as quais discordavam das interpretações de alguns ensinamentos de João Calvino então vigente na Igreja Reformada Holandesa. Os artigos foram divisórios, e aqueles que os apoiaram foram chamados de “Remonstrantes”.

Quarenta e um pregadores e dois líderes do colégio estadual de Leiden para a educação de pregadores reuniram-se em Haia em 14 janeiro de 1610, para expor por escrito, suas opiniões sobre todos as doutrinas contestadas. Os Remonstrances não rejeitaram a confissão e o catecismo, mas discordavam de alguns pontos e do fato que a norma de fé não estava aberta ao debate.

1. Eleição condicional

Deus elegeu os homens que ele previu que teriam fé em Cristo. Deus previu a vontade dos homens que se renderiam a Cristo. Essa crença enfatiza a importância do livre-arbítrio humano.

2. Expiação ilimitada

A doutrina declara que Jesus morreu como uma propiciação para o benefício da humanidade sem exceção. Ou seja, Cristo morreu por todos os homens. Deus amou a todos e Cristo morreu por todos e o homem tem a liberdade para aceitar este amor de Deus.

3. Depravação Total

Acreditava que somente a graça preveniente permitiria que os homens escolhessem a salvação. O livre-arbítrio é incapaz de iniciar ou aperfeiçoar alguma bondade verdadeira espiritual no homem, sem a graça de Deus, pois é a graça que vem antes e acompanha o livre-arbítrio. Ela nos anima, assiste, opera em nossa vontade, e coopera para que a nossa vontade não torpe.

4. Graça preveniente

É divina graça que precede a decisão humana. Ela existe antes de e sem referência a qualquer feito humano. Como os homens foram corrompidos pelo efeito do pecado, a graça preveniente permite as pessoas exercerem o seu livre-arbítrio dado por Deus, podendo então, escolher a salvação oferecida por Deus em Jesus Cristo ou rejeitar a oferta de salvação. Agostinho disse que a graça preveniente não pode ser resistida, arminianos e wesleyanos acreditam que ela permite, mas não assegura, a aceitação pessoal do dom da salvação.

5. A preservação condicional dos santos

É a crença arminiana que os crentes são mantidos seguros por Deus em seu relacionamento salvador com Ele sobre a condição de uma fé perseverante em Cristo. Arminianos encontram a Escritura descrevendo tanto o ato inicial de fé em Cristo, "pelo qual o relacionamento é efetivado, e a fé perseverante nEle na qual a relação é sustentada”.

Divergências Teológicas

Muitas igrejas Cristãs Protestantes Evangélicas possuem divergências teológicas com outras igrejas do mesmo seguimento, mas essas divergências não interferem na salvação do homem, até porque é normal dentro mesmo grupo haja algumas sutis diferenças.

Contudo existem “igrejas” que possuem contradições teológicas, são conceitos morais e éticos contrários as Escrituras Sagradas, são nocivas e interferem na salvação do homem.

Divergências teológicas que não interferem na salvação

Dentro do cristianismo protestante evangélico, todos concordam em pontos centrais primários da fé, como: Jesus é Filho de Deus Pai. Ele se encarnou humilhando fazendo-se semelhante ao homem, foi concebido pelo Espírito Santo que é a terceira Pessoa da Trindade. Jesus foi crucificado e padeceu condenado por Pôncio Pilatos, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, cremos na comunhão dos santos da Igreja de Jesus Cristo, que é o corpo de Cristo, e cremos na ressureição dos Santos.

Porém, em alguns assuntos específicos, como por exemplo o agir do Espírito Santo, as igrejas tradicionais reformadas acreditam que seja de uma determinada maneira, já as igrejas pentecostais acreditam que seja outra, e ambas diferem totalmente do que acreditam as igrejas Neopentecostais.

Quanto aos pontos secundários existem algumas divergências. Elas creem no batismo, na Ceia do Senhor, possuem cânticos e creem no Espírito Santo,mas cada uma aplica da maneira que entendem ser o mais certo.

Divergências teológicas que interferem na salvação

As contradições já são algo mais sério, elas podem comprometer diretamente a conduta ética e moral de um participante desta comunidade religiosa que se diz cristã. Em alguns casos compromete a salvação do indivíduo desta comunidade.

Algumas comunidades pseudo cristãs pregam um sistema de salvação diferente daquele apresentado nos Evangelhos e nas Epístolas do Novo Testamento. Elas acreditam que para o homem ser salvo  é necessário algumas ações como, por exemplo, ele fazer boas obras, ou anunciar seu deus de porta em porta, ou ser fiel dizimista, ou ser fiel a organização cristã que participa, e até mesmo contribuir e difundir as publicações da sua organização..

Outro ponto comum entre os grupos pseudo cristãos é a crença que o Espírito Santo não é uma Pessoa divina, portanto não é a terceira Pessoa da Trindade e sim uma força de Deus.  Sabemos que a blasfêmia contra o Espírito Santo é um pecado sem perdão. “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.” Mateus 12:31,32

Teologias Contraditórias

Teologia Liberal

Primeiro devemos esclarecer que o liberalismo teológico nada tem a ver com libertinagem, mas é um conceito teológico questionador da fé cristã e das Escrituras sagradas. A ênfase da teologia liberal está em um Jesus histórico e não em um Jesus divino.

A verdade é que a Teologia Liberal é considerada uma outra religião. Os adeptos desta teologia consideram que a Bíblia não é a palavra de Deus, e sim possui a palavra de Deus, afirmam que ela é incompleta e possui erros e contradições.

Esta teologia afirma que Jesus não era Deus, acreditam que Jesus era apena uma pessoa “iluminada” por Deus, boa e achegada ao Criador. Os teólogos liberais não acreditam que Jesus morreu pela humanidade, afirmam que Ele morreu sim na cruz como mártir, para nos dar exemplo do tipo de vida que deveríamos levar. Os seguidores desta teologia não acreditam que Jesus ressuscitou e que subiu aos céus.

Acreditam e ensinam diversas outras questões que vão contra as Escrituras Sagradas. A Teologia Liberal é uma das grandes responsáveis pela incredulidade por parte de muitos que ouvem esses ensinos, e ensinos vindo de pastores, muitos deles até teólogos. Não se prega sobre o pecado, pois não acreditam que Jesus veio para perdoar os pecados da humanidade.

Muitos dos que se alimentam (ouvem) esse tipo de ensino, acabam se afastando de suas igrejas e se entregando as suas vontades carnais, pois não acreditam mais em um “Salvador” e nem que precisam ser salvos.

Teologia da Libertação

Teologia da libertação nasce nos anos 70 em meio a ditadura militar no Brasil. Leonardo Boff é considerado a maior referência da Teologia da Libertação. Leonardo era um Padre conhecido por seus ensinamentos pregações Marxistas misturado ao Evangelho.

Leonardo Boff (1938) é um teólogo, escritor e professor brasileiro, um dos maiores representantes da Teologia da Libertação, corrente progressista da Igreja Católica. É autor de vários livros, entre eles, “O Evangelho do Cristo Cósmico” (1971), “O Destino do Homem e do Mundo” (1974), “O Caminhar da Igreja Com os Oprimidos” (1980), “Ecologia-Grito de Guerra, Grito dos Pobres” (1995).

A Teologia da Libertação consiste em promover a “luta de classes”. Jesus seria o grande herói e libertador do povo dando ao povo poder, sem divisão de classes fazendo com que todos tivessem o mesmo direito sobre a riqueza da nação.

Esta linha teológica ensina que Jesus e o seu discurso através do Evangelho tinha como centro a libertação e a cura dos oprimidos e aqueles que estavam a margem da sociedade, em condições sociais desfavoráveis. Ou seja, a pregação do Reino de Deus e o Evangelho da salvação de Jesus de Nazaré era na verdade uma luta de classes como Marx no tempo contemporâneos.

Teologia da Libertação nos dias de hoje é conhecida no meio evangélico com Teologia da Missão Integral, pois a Missão Integral recebe grandes influências da teologia de Leonardo Boff.

Teologia da Prosperidade

Esta teologia nasce nos Estados Unidos da América no final dos anos 50 do século XX, tendo o seu maior expoente Kenneth Hagin. Conhecido popularmente como o pai da Teologia da Prosperidade

A Teologia da Prosperidade é um conceito materialista no qual o homem é o centro da mensagem. Porque o homem tem o direito como filho de Deus de ter todas as bênçãos disponíveis no mundo espiritual vindouro e no mundo material presente.

O homem “crente” neste conceito teológico deve ser abençoado financeiramente, e também em outras áreas da sua vida como, na saúde e família. Caso o “crente” não esteja tendo uma vida abençoada financeiramente, este se encontra em “maldição”. Neste conceito ensina que, se somos filhos do Rei, o Deus Todo Poderoso, temos o direito de viver de maneira próspera e digna, usufruindo todos os benefícios que esta vida pode nos proporcionar.

Infelizmente esta “teologia” tem influenciado muitas denominações ao redor do mundo, disseminando o falso ensino de que, todo “crente” tem que ser rico.

Teologia da confissão positiva

Esta suposta linha teológica também nasce nos Estados Unidos da América no final dos anos 50 e início dos anos 60 do século XX. Ela possui muitas semelhanças com a Teologia da Prosperidade, porque o homem continua sendo o centro da mensagem, tendo o direito como filho de Deus de ter uma saúde perfeita, sem doenças e mal-estar.

Portanto, o “crente” deve primeiramente “EXIGIR” de Deus que nenhuma doença se hospede em seu corpo, ou caso o “crente” da linha Teologia da confissão positiva fique doente, ele tem o direito pelo poder de Deus de “DETERMINAR” a sua cura, dele mesmo ou do seu próximo.

A Teologia da confissão positiva, ensina que não se deve usar palavras pessimistas, nome de doenças e palavras negativas. Somente deve se dizer palavras positivas, porque estas atraem boas coisas.

Teologia e a Religião

O estudo da Teologia é o estudo do próprio Deus como já vimos, religião é a maneira como o ser humano se relaciona com uma ou mais divindades, ou seja, é a forma ou maneira que o homem faz um culto a uma divindade. 

O estudo da religião se baseia como o ser humano utiliza-se de vários métodos e várias maneiras para cultuar e se relacionar com uma determinada divindade.
Religião existe desde os primórdios da humanidade e existe aos milhares, e todos os tipos de religião possuem determinadas características similares como: louvar, adorar, sacrificar e orar (relação pessoal) a certa divindade.

Religião estabelece princípios que determinam como os fiéis irão cultuar uma ou diversas divindades.  Ela organiza a forma do culto a esta divindade. A religião sugere formas de como os seus fiéis irão se comportar nas questões sacrificiais, como irão orar, jejuar, adorar e louvar.

Teologia e a Psicologia

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A teologia não pode andar de braços dados com a psicologia, porque a teologia é o estudo de Deus e a psicologia é estudo do comportamento psíquico humano.
É verdade que nós podemos encontrar dentro das igrejas pessoas com problemas psíquicos ou com outros tipos de enfermidades. Estes precisam de tratamento específico para as suas doenças, mas podemos encontrar na Palavra de Deus alívio para os aflitos nas emoções, contudo não encontraremos na psicologia instruções teológicas que demonstre que elas possam se correlacionar.

Teologia e a Ciência

Teologia-e-a-Ciência-png Teologia

Sabemos que no ocidente muitas universidades nasceram por intermédio de suas escolas teológicas. As academias científicas se desenvolveram dentro destas universidades, como: Harvard, Yale, Princeton e Oxford. Elas começaram formando teólogos, posteriormente doutores nas letras e idiomas, filosofia, artes e ciências.

Vemos então que a ciência e a teologia andaram lado a lado, sabemos que muitos cientistas, escritores, romancistas, filósofos e linguistas eram pessoas que confessavam a sua fé em Jesus Cristo. Os homens da ciência foram homens de fé, e os homens de fé foram homens da ciência.

A separação da ciência com a Teologia Cristã acontece por volta do século 20 com o surgimento da Teologia liberal. A Teologia liberal também traz uma ruptura filosófica dentro da igreja, dizendo que o sobrenatural da Bíblia não era real e com isso retirando todas as características divinas.

Teologia e a Ética

A Bíblia possui o seu próprio código ético, moral e social. Quando o Senhor institui a Sua Lei no deserto e posteriormente na Igreja, Ele aplicou o Seu próprio código social à vida do seu povo. Lembrando que o sistema do Eterno é o único sistema realmente justo, porque este sistema não promove indivíduos, mas sim o Deus criador, demostrando sua misericórdia e graça sobre o seu povo.   

Quando o povo de Israel tomou posse da terra prometida, o Senhor dá instruções para que o povo vivesse como nação, assim como no decorrer de todo o panorama bíblico nós podemos ver como devemos nos comportar como Igreja.

O Senhor institui leis justas para o seu povo, para que ninguém viesse ser melhor beneficiado do que os demais. Uma lei sem brechas para que ninguém se aproveitasse do seu próximo, os direitos e deveres eram os mesmos para todos. Quantos aos mais necessitados o Senhor criou maneiras para que estes não fossem abandonado e nem marginalizado pelos seus irmãos nacionais.

Teologia da missão integral

A teologia da missão integral acredita em um sistema com ênfase no marxismo, mas o cristianismo e o marxismo não podem andar de braços dados. O cristianismo instituí suas leis para que o homem tenha uma vida plena tanto social, material e espiritual, visando o bem entre todos os homens e horando o Criador. O marxismo “a grosso” modo acredita que o homem será pleno quando este viver de maneira igualitária dividindo tudo uns com os outros.

Teologia e a Sociologia

Sobre a sociologia notamos na verdade uma luta e defesa crescente pelas minorias e não uma abordagem de estudo filosófico que propõe soluções para a vida em sociedade, já a teologia propõe a instituição do código ético de Deus para a sociedade atual como um. As leis do Eterno são justas para todos sem fazer acepção de pessoas.

Essa luta pela divisão, luta pela igualdade, luta pelo direito e o poder do povo, é socialismo, mesmo alguém não tendo se esforçado o suficiente no trabalho ou nos estudos, deverá ter o mesmo do que aquele que se dedicou ao extremo.

Karl Marx desenvolve uma teoria de comportamento social para as sociedades em um todo eliminando as minorias, dividindo tudo entre si. Aquele que produz mais, ou aquele que tem mais deve dividir com aqueles que têm menos, mesmo aquele que não fez nenhum esforço, não trabalhou, não se dedicou, ele merece ter o mesmo e na mesma proporção. Dividir com todos a riqueza do país de maneira igualitária.

Mas quem é que decide sobre essa divisão? Quem é que proclama sobre o que está certo e o que está errado? A visão sociológica aparentemente é “bonita”, mas ela é ditatorial, onde uma pessoa ou algumas pessoas, ditam as regras e são abolidas todas as outras regras que não se correlacionam com o socialismo. Ou seja, uma das regras que ela vai abolir é a ética do comportamento social baseado na lei do Senhor, muitos países ocidentais possuem constituições baseada nas Escrituras Sagradas.

O que vale é o código social dentro do Marxismo.

O Socialismo e o código social de Deus não podem se correlacionar pois, uma tem a intenção de promover a boa convivência social e através disso mostrar a Glória de Deus e Seu amor pela humanidade. O Marxismo não, ele tem o objetivo de sistematizar ou padronizar um comportamento social, ou seja, acabar com as classes sociais.

Conclusão

Teologia é o estudo sobre Deus, sobre o Deus verdadeiro, o Deus das Escrituras Sagradas ou o Deus da Bíblia.

Entendemos que Teologia é o estudo exaustivo sobre o Ser de Deus, a constituição da santa Trindade e Seus atributos, por sua vez estes não são como adjetivos humanos, pois os atributos divinos são o que definem o Senhor nosso Deus por aquilo que Ele é. Porque cada atributo seja ele comunicável ou incomunicável constitui a personalidade do Deus soberano.

Através da teologia entendemos que a Santa Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo criaram o Universo e a Terra e tudo que nela existe. Planejaram, executaram e aplicaram o plano de salvação a humanidade.

O estudo teológico nos leva também ao entendimento das doutrinas (ensinos), do Deus poderoso. Pois, são elas que nos ensinam tudo que devemos saber sobre Ele e como devemos nos portar em adoração e louvor ao Senhor.

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Deus Abençoe

Considerações Finais

Esperamos que este artigo tenha contribuído para o seu crescimento espiritual e conhecimento das Escrituras Sagradas e sobre a Trindade e seu plano perfeito de redenção da humanidade.

Que o Senhor nosso Deus te abençoe e te desperte para uma vida plena nEle e o seu prazer esteja em nosso salvador Jesus Cristo.

Até a próxima

PASTOR E PROFESSOR VALMIR​ OLIVEIRA

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