O que é Teologia Bíblica?

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Quando apresentamos a Bíblia como a suprema fonte para uma Teologia Bíblica, referimos que a mesma é a materialização da revelação divina. Nossa crença está apoiada em alguns argumentos que falam por si só a respeito desta tão importante verdade.

Teologia Bíblica estuda a Bíblia e organiza seus termos obtidos através da Teologia exegética (A Teologia exegética usa técnicas como a exegese para interpretar a Bíblia)

A Teologia Bíblica é o estudo das doutrinas da Bíblia, organizado de acordo com sua cronologia e fundo histórico.

Teologia Bíblica tem como  finalidade, estudar e conhecer a história da Revelação de Deus à humanidade, desde de a criação, a queda até o Livro de Apocalipse e seus acontecimentos.

O que iremos ver neste artigo

  • Teologia Bíblica
  • Natureza da Bíblia
  • A influência da Bíblia
  • Argumento da Analogia
  • Indestrutibilidade da Bíblia
  • Profecia Cumprida
  • As Reivindicações da Própria Escritura

Teologia Bíblica

O valor deste argumento não repousa sobre os méritos humanos, mas sim sobre a soberana graça de Deus, bem como sobre a esperança de que Deus é poderoso para satisfazer as mais profundas necessidades do ser humano.

Há de se tomar cuidado para não fazermos do amor de Deus uma atitude necessária da parte d’Ele, pois, assim o amor deixaria de ser amor, e a misericórdia deixaria de ser misericórdia, e a graça deixaria de ser graça. E passaria ser egoísmo, mas o Senhor não possui tal sentimento, pois diante da Sua perfeição e Santidade não há espaço para sentimentos da pequenez humana, porque a natureza humana é caída e a do Senhor é reta, justa e perfeita. O princípio da voluntariedade precisa ser mantido, pois, a raça humana perdeu todo o direito ao amor, misericórdia e graça de Deus com a queda e por hoje nos encontrarmos no estado de pecado.

Natureza da Bíblia

Quando consideramos a natureza da Bíblia somos levados a chegar a uma única conclusão: Ela é a revelação divina, ou seja, Ela é Palavra de Deus. Consideremos:

Em primeiro lugar, o conteúdo da Bíblia. Este livro inteiro reconhece a personalidade, unidade e trindade de Deus.

Em segundo lugar, a unidade da Bíblia. Apesar de ter sido escrito por uns quarenta autores diferentes, durante um período de aproximadamente 1.600 anos, a Bíblia é um só livro.

A Bíblia é um livro superior a qualquer outro livro do mundo. Nem a mente mais brilhante do mundo, nunca foi, e nunca será capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. O que é fascinante na Bíblia, ela é um livro honesto, isto pode ser visto na forma como ela revela os fatos sobre a corrupção humana, fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar.

Acima de tudo a Bíblia é um livro homogêneo e harmonioso, pois, embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes, por um período de mais ou menos 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerente e sem contradição. Diante de tudo o que vimos, somos obrigados a considerar a Bíblia como sendo a incorporação de uma cristalina revelação divina.

A influência da Bíblia

Platão, Sócrates, Aristóteles, O Alcorão, O Livro dos Mórmons, Ciência e Saúde, o Zeda Avesta, os Clássicos de Confúcio, todos tiveram uma influência tremenda no mundo. Mas existe uma vasta diferença, entre o tipo de influência que eles exerceram e a influência da Bíblia. Os primeiros conduziram a uma ideia apagada de Deus e do pecado, até o ponto de ignorá-los.

A Bíblia pelo contrário, tem produzido os mais altos resultados em todas as esferas da vida. Tem conduzido ao supremo tipo de criatividade nos campos da arte, arquitetura, literatura e música. Com certeza, isto prova que é a revelação de Deus para a humanidade carente.

Argumento da Analogia

Este é um argumento, resultante da correspondência entre as proporções ou relações entre coisas. O argumento pode ser apresentado em duas partes.

Primeiro, no mundo onde a comunicação entre indivíduos possuidores de algum tipo de inteligência se faz necessária, encontramos a “revelação”.

Segundo, observamos que na natureza há sinais de bondade reparadora de Deus e na vida de indivíduos e nações há evidência da paciência Divina em ações providenciais que permitem a esperança de que: “enquanto a justiça de Deus for exercida, Deus pode ainda se fazer conhecido de alguma maneira e restaurar os pecadores”.

O cerne deste argumento é que o Deus que atua na preservação e restauração de todas as coisas é um Deus de paciência, graça e misericórdia. Isto é evidenciado, dentre outras coisas, pela aparente “demora” em infligir castigo ao transgressor e a graça que ele dá para o arrependimento.

Os animais irracionais expressam com sons feitos com suas bocas, seus diferentes sentimentos. Entre os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos.

Consequentemente é de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem e semelhança, é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com suas criaturas racionais.

Indestrutibilidade da Bíblia

Quando nos lembramos que uma porcentagem muito pequena dos livros sobrevive além de um quarto de século (25 anos); que uma porcentagem muito menor dura um século; e que apenas um número muito pequeno dura mil anos; percebemos imediatamente que a Bíblia é diferente. E quando, além disso, lembramo-nos das circunstâncias nas quais ela tem sobrevivido, este fato torna-se muito mais surpreendente.

A Bíblia tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Quando pensamos no fato de a Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a maravilha de sua sobrevivência se transforma em algo sobrenatural. Ficamos maravilhados diante de um fenômeno de tamanha grandeza.

Por mais de dois mil anos o ódio do homem pela Bíblia foi de tal maneira persistente e determinado, que as piores práticas para a aniquilar foram utilizadas. Em 303 d.C. o imperador Diocleciano decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. Mesmo assim a Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo.

Veja outros versículos como:

Profecia Cumprida

Este argumento poderia ter sido estudado conjuntamente com o argumento da natureza da Bíblia, mas devido a sua importância e singularidade, o estudaremos separadamente. Todas as profecias Bíblicas a respeito de Cristo, apesar de algumas terem sido proferidas 700 anos antes de seu nascimento, tiveram seu cumprimento cabal. As profecias messiânicas podem se acrescentar, outras tantas que já tiveram seu cumprimento, dentre elas podemos citar:

As profecias a respeito da dispersão de Israel (Dt. 28; Jr. 15:44; 16:13, etc.);

  • A conquista de Samaria e a preservação de Judá (Is 7:6-8; Os. 1: 6, 7; etc.);
  • Judá e Jerusalém, embora salvas dos assírios, cairiam nas mãos dos babilônicos (Is 39:6; Jr 25-9-12, etc.);
  • A destruição de Samaria seria final, mas a de Jerusalém deveria ser seguida por uma restauração (Mq. 1:6-9; Jr 29:10-14);
  • Até o nome do restaurador de Judá foi predito (Is 44:28; 45:1).
  • Há muitas profecias a respeito das nações gentílicas: Nínive, Babilônia, Tiro, Egito, Amon, Moabe, Edom e Filistia, dentre outras.

Todas elas tiveram seu cumprimento. Muitas outras profecias tiveram seu cumprimento, não as mencionaremos devido ao nosso espaço, mas estas servem ao propósito de mostrar a autenticidade da Bíblia, pois, somente ela pode revelar o futuro, e a Bíblia é a prova tangível desta verdade.

As Reivindicações da Própria Escritura

“A Bíblia afirma ser não apenas uma revelação da parte de Deus, mas também um registro infalível dessa revelação”. Vimos que a própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazê-lo. Encontramos essa reivindicação nas seguintes expressões:

  • “Disse o Senhor a Moisés” (Ex. 14:1, 15, 26; 16:4; 25:1; 1:1; 4:1; 11:1; Nm. 4:l; 13:l; Dt. 32:48).
  • “O Senhor é quem fala” (Is 1:2);
  • “Disse o Senhor a Isaías” (Is 7:3);
  • “Assim diz o Senhor” (Is 43:1).

Outras expressões semelhantes são encontradas:

  • “Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor” (Jr. 11:1);
  • “Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel” (Ez. 1:3);
  • “Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias” (Os 1:1);
  • “Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel” (Jl. 1:1), etc.
  • Expressões como estas são encontradas mais de 3.800 vezes no Velho Testamento.

O A.T. afirma ser a revelação de Deus, e essa mesma reivindicação se faz no Novo Testamento em muitas passagens. (1Co.14:37; 1Ts. 2:13; 1Jo. 5:10; 2Pe. 3:2).

A Bíblia possui o argumento cabal de satisfação da alma humana de quem é Deus e qual é o seu propósito para as nossas vidas.

PASTOR E PROFESSOR VALMIR​ OLIVEIRA

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